“Relatando” una vez al mes con Adella Brac

“Relatando” una vez al mes con Adella Brac

Copio correo electrónico:

Por tu compromiso y constancia con el reto 5 líneas, eres merecedora de una medalla de bronce.

Una muestra de la generosidad de Adella Brac para con los participantes del reto.

Este año el marcador se puso a cero. Así que tengo dos medallas de bronce con esta.

Aquí os dejo el enlace que os llevará a conocer sus fantásticas novelas.

Y aquí, los enlaces a mis relatos, por si no los habéis leído y os queréis pasar:

Enero

Febrero

Marzo

Gracias de todo corazón, Adella. Es todo un placer el que cada mes nos invites a estrujar nuestra imaginación en cinco líneas y con tres palabras.

M. L. F.

Un descubrimiento genial, mágico, surrealista. Encuentros que te hacen continuar. P. R. Cunha

Es un honor, un placer y un privilegio compartir con todxs vosotrxs a un genio de las letras, un colega excepcional: P. R. Cunha

Tuvo la osadía absurda (maravillosa) de dedicarme tamaña pieza teatral que degusté y con la que me reí muchísimo.

Copio y pego:

Esta peça teatral foi escrita à tardinha em 28 de março de 2018, ao Clandestino Café e Música — é dedicada à artista espanhola Marina López Fernández (inconstancias tropicales, locuras del otro lado del mar: «Bienvenida a mi mente»).

Ambiente habitual que precede ao espetáculo de teatro. Murmurinhos na sala. Os funcionários do teatro deverão fechar as portas do teatro pontualmente às 20h32 (vinte horas e trinta e dois minutos [horário de Brasília {UTC–3}]). Depois, uma funcionária do teatro pressionará botão vermelho ao lado da porta do teatro: soará assim a campainha que anuncia o início do espetáculo de teatro. Os espectadores que não conseguirem entrar antes dessa campainha e antes de a porta fechar-se serão informados pelos funcionários do teatro, com muita cortesia e benevolência, atitude própria desses funcionários do teatro — escolhidos a dedo, como se diz, por uma empresa húngara especializada em treinar funcionários de teatro para eventos dessa magnitude — os espectadores atrasados, portanto, serão avisados educadamente de que lá dentro do teatro ocorre agora um espetáculo de teatro, a porta do teatro está fechada, a campainha que anuncia o início do espetáculo de teatro já foi tocada, e eles (os funcionários do teatro) sentem muito, mas eles (os espectadores que chegaram depois das 20h32) não poderão entrar. Os espectadores de teatro que chegaram antes das 20h32 e que estão agora sentados confortavelmente em cadeiras reclináveis podem observar com certo deleite a luz da sala diminuir de forma gradual. Surge no palco um senhor de paletó cinza, chapéu, aspecto de desleixo pessoal, um leve arrastar dos pés. Ele diz que antes do grande espetáculo da noite haverá um monólogo introdutório, dois ou três minutinhos, de um artista romeno que nunca falara uma palavra sequer em português mas que lerá o monólogo mesmo assim. O artista romeno entra e lê o monólogo desta maneira:

Uma hora gritamos e temos quem nos escute (pausa), uma hora gritamos, esperneamos, fazemos cena e temos, por assim dizer, uma plateia, alguém com muita paciência para nos ouvir a gritar, a espernear, a fazer cenas (pausa), até que de repente esse alguém perde a paciência e se vai e daí não há mais plateia, não temos mais com quem gritar. Ficamos sozinhos.

Os espectadores de teatro aplaudem esse brevíssimo monólogo introdutório lido por um artista romeno que nunca falara português, e comentam, de certeza muito espantados, sobre o fato de esse artista romeno ter lido tão bem o monólogo em língua portuguesa apesar de não saber falar português — pelo menos se ainda acreditarmos no senhor de paletó cinza, chapéu, que arrasta os pés; porque, quando ao teatro, nunca se sabe. A luz da sala ameniza-se um pouco mais. Entram no palco os dois oradores do chamado grande espetáculo da noite, são estes: Conserva de Aspargo (uma mulher vestida de conserva de aspargo) e Garrafa de Leite (um homem vestido de garrafa de leite).

CONSERVA DE ASPARGO
Tu falas as tuas falas
depois eu tenho mais munições
para falar as
minhas falas

GARRAFA DE LEITE
E qualquer coisa
é um começo

CONSERVA DE ASPARGO
Qualquer
coisa

GARRAFA DE LEITE
Um teatro livre
percebes
Teatro que constrói
para si próprio
uma lógica
uma metodologia
uma ambiência

CONSERVA DE ASPARGO
Teatro esquizofrênico
teatro de vidas duplas
simultâneas
vidas que se contradizem

GARRAFA DE LEITE
Teatro impossível de encenar
impossível de se transformar em peça
Teatro surpreendente

CONSERVA DE ASPARGO
Teatro torto
teatro que serve para
afligir
O teatro que não
aflige ninguém
e não contraria ninguém
não é um teatro

GARRAFA DE LEITE
É outra coisa

CONSERVA DE ASPARGO
Sim outra coisa

GARRAFA DE LEITE
Tu falas
eu penso
depois eu falo
tu pensas
percebes

CONSERVA DE ASPARGO
Percebo

GARRAFA DE LEITE
(Sem olhar para a plateia)
Introduzimos aqui
uma pequena observação
que chamamos de «teatro»
(Faz as aspas com os dedos, dificuldade para mover os braços por conta da fantasia de garrafa de leite)
o que quer dizer
simplesmente que
poderíamos passar sem
essa observação
Teatro

CONSERVA DE ASPARGO
Toda a gente sabe que
isto é lá um teatro
um teatro que se leva
no bolso

GARRAFA DE LEITE
No bolso
em vez de telemóvel
de bolso
teatro-de-bolso

CONSERVA DE ASPARGO
Teatro-de-bolso
uma máquina para
encenar o que se vê

GARRAFA DE LEITE
E nem sempre o que
começa é bom

CONSERVA DE ASPARGO
Nem sempre
mas qualquer coisa
é um começo

GARRAFA DE LEITE
Tu falas
eu penso
eu falo
tu pensas

CONSERVA DE ASPARGO
Munições
para continuar
a falar

GARRAFA DE LEITE
E pensar
Naturalmente

CONSERVA DE ASPARGO
Teatro livre

GARRAFA DE LEITE
Livre

CONSERVA DE ASPARGO
Garrafa de Leite

GARRAFA DE LEITE
Conserva de Aspargo

CONSERVA DE ASPARGO
Naturalmente
tu não és
uma garrafa
de leite

GARRAFA DE LEITE
Não
Não sou
trato-me de
um ser humano

CONSERVA DE ASPARGO
Certo
Ser humano
fantasiado de
garrafa de leite

GARRAFA DE LEITE
Correto
Fantasiado de
garrafa de leite
teatro livre

CONSERVA DE ASPARGO
E tampouco
eu cá sou
uma conserva
de aspargo

GARRAFA DE LEITE
Tu tampouco
és uma conserva
de aspargo

CONSERVA DE ASPARGO
Fantasia de conserva
de aspargo
por dentro
ser humaníssima

GARRAFA DE LEITE
Dieta unilateral
uma pessoa que alimenta
o seu pensamento
apenas com um gênero
de exemplos

CONSERVA DE ASPARGO
Vês
(Levanta a fantasia, mostra as pernas)
Humaníssima
de conserva
de aspargo

GARRAFA DE LEITE
(Chega perto, averigua)
Aspargo
com pernas
Sim
Humaníssima

CONSERVA DE ASPARGO
Tu não és uma garrafa
de leite
estou certa

GARRAFA DE LEITE
Mais certa impossível
Sou cá um homem
humano

CONSERVA DE ASPARGO
Mas
Suponhamos

GARRAFA DE LEITE
Sim

CONSERVA DE ASPARGO
Suponhamos
à guisa de recreio
Teatro livre

GARRAFA DE LEITE
Livre
Uma lógica
uma metodologia
Ambiência

CONSERVA DE ASPARGO
Suponhamos que
o universo

GARRAFA DE LEITE
O universo
sim
suponhamos

CONSERVA DE ASPARGO
Supercordas
Cosmos
inflacionário
paralelo
infinito
em todas
as direções

GARRAFA DE LEITE
Cosmos
inflacionário
Sagan
Einstein
Planck
Hawkins
Alan Guth
Suponhamos

CONSERVA DE ASPARGO
O universo
em colapso
o palco
este teatro

GARRAFA DE LEITE
Este teatro

CONSERVA DE ASPARGO
Este universo
Suponhamos

GARRAFA DE LEITE
Eu de leite
você de aspargo

CONSERVA DE ASPARGO
Exatamente
Como sabias

GARRAFA DE LEITE
Li o texto
está lá no roteiro

CONSERVA DE ASPARGO
Certo
tudo é semente

GARRAFA DE LEITE
Qualquer coisa é um
começo

CONSERVA DE ASPARGO
Então suponhamos
que se nós dois
só nós dois
universo

GARRAFA DE LEITE
Multiversos

CONSERVA DE ASPARGO
Teatro de
vias duplas

GARRAFA DE LEITE
Vidas duplas

CONSERVA DE ASPARGO
Simultâneas

GARRAFA DE LEITE
Vias
barra
Vidas
que se contradizem

CONSERVA DE ASPARGO
Suponhamos que
se estivermos de acordo
eu
Conserva de Aspargo
tu
Garrafa de Leite

GARRAFA DE LEITE
Estou de
acordo

CONSERVA DE ASPARGO
Certo
Estamos de
acordo

GARRAFA DE LEITE
Estamos

CONSERVA DE ASPARGO
Então
O que achas
não passa a ser verdade
que eu
sou Conserva de Aspargos
e que tu
és Garrafa de Leite?

GARRAFA DE LEITE
Eu
Garrafa de Leite
tu
Conserva de Aspargo

CONSERVA DE ASPARGO
Passa a ser verdade
não passa

GARRAFA DE LEITE
Sim
Passa
Se estivermos de acordo
passa

CONSERVA DE ASPARGO
E até onde sei
estamos de
acordo

GARRAFA DE LEITE
Estamos

CONSERVA DE ASPARGO
Um teatro
impossível
percebes

GARRAFA DE LEITE
Mas se estamos
de acordo
torna-se
possível

CONSERVA DE ASPARGO
Sem atores
humanos
percebes

GARRAFA DE LEITE
Estou a perceber

CONSERVA DE ASPARGO
Teatro feito por
Conserva de
Aspargo

GARRAFA DE LEITE
E Garrafa de Leite
passa a ser verdade
Estamos de acordo

CONSERVA DE ASPARGO
O teatro que não
incomoda que não
inquieta
que não contraria
não é um teatro

GARRAFA DE LEITE
Não é um teatro
Absolutamente
É lá outra coisa

CONSERVA DE ASPARGO
Outra coisa
Teatro feito por
Garrafa de Leite
e Conserva de Aspargo

GARRAFA DE LEITE
Bonito de se ver

CONSERVA DE ASPARGO
(Olha para o relógio)
Pois manda as minhas
lembranças à
senhora Garrafa
de Leite

GARRAFA DE LEITE
Mandá-las-ei
E manda as minhas
ao senhor Conserva
de Aspargo

CONSERVA DE ASPARGO
Não posso

GARRAFA DE LEITE
Como assim
não posso
por essa eu
não esperava

CONSERVA DE ASPARGO
Não
não esperava
não está no roteiro

GARRAFA DE LEITE
(Tira o roteiro de dentro da fantasia de garrafa de leite, lê o roteiro)
Não
Não está no roteiro
Teatro estranho
correr em redor
de uma circunferência
(Faz uma circunferência invisível no chão, corre em redor da circunferência invisível)

CONSERVA DE ASPARGO
Teatro doido
Conserva de Aspargo
Caixa de Leite
Não está no roteiro
mas passa a ser verdade

GARRAFA DE LEITE
Por que não podes
mandar lembranças
o que se passou
com o senhor
Conserva
de Aspargo

CONSERVA DE ASPARGO
Morreu-se

GARRAFA DE LEITE
Morreu-se

CONSERVA DE ASPARGO
Sim
Suicídio

GARRAFA DE LEITE
Meus pêsames

CONSERVA DE ASPARGO
Não precisas

GARRAFA DE LEITE
De quê

CONSERVA DE ASPARGO
De pêsames
foi há muito

GARRAFA DE LEITE
O suicídio

CONSERVA DE ASPARGO
Sim
O suicídio

GARRAFA DE LEITE
Pena isso

CONSERVA DE ASPARGO
Superei

GARRAFA DE LEITE
Superaste
Conserva de
Aspargo
viúva

CONSERVA DE ASPARGO
Viuvinha
Superei

GARRAFA DE LEITE
Então
Não mandes lá
as minhas lembranças
ao senhor Conserva
de Aspargo

CONSERVA DE ASPARGO
Não mandarei
impossível
suicidou-se

GARRAFA DE LEITE
Que barra

CONSERVA DE ASPARGO
Superei

GARRAFA DE LEITE
(Pensativo)
Mas e à senhora
Garrafa de Leite
Continuo a mandar
as tuas lembranças
certo

CONSERVA DE ASPARGO
Pois não vejo motivo
para não mandares

GARRAFA DE LEITE
Teatro livre

CONSERVA DE ASPARGO
Justamente

GARRAFA DE LEITE
Mas temo cá pela simetria
do espetáculo

CONSERVA DE ASPARGO
Explica-te
Leite

GARRAFA DE LEITE
(Tenta colocar o indicador para os lábios, à moda filósofo, mas não consegue, a fantasia de garrafa de leite atrapalha)
Eu a mandar as
lembranças da
Conserva de Aspargo
à senhora Garrafa de Leite
mas Conserva de Aspargo
não manda lembranças
para ninguém
Percebes

CONSERVA DE ASPARGO
Percebo
Assimétrico

GARRAFA DE LEITE
Sim
O conceito é bem esse
Assimétrico

CONSERVA DE ASPARGO
Não mandes
então
as lembranças

GARRAFA DE LEITE
Sim
melhor assim
sem lembranças
De ambas as partes

CONSERVA DE ASPARGO
Inúmeras confusões
surgiriam dessa
terrível assimetria

GARRAFA DE LEITE
Inúmeras

CONSERVA DE ASPARGO
Senhora Garrafa
de Leite recebe as lembranças
da Conserva de Aspargo
Senhor Conserva
de Aspargo
não recebe lembranças de
Garrafa de Leite
Porque suicídio
Assimétrico

GARRAFA DE LEITE
Melhor não

CONSERVA DE ASPARGO
Teatro-de-bolso
Lembremos
Teatro-de-Bolso

GARRAFA DE LEITE
Simetrias

CONSERVA DE ASPARGO
Sem lembranças
portanto

GARRAFA DE LEITE
Pois não

(Cai o pano)

— P. R. Cunha

“AZAHAR” Revista poética – N.* 91

“AZAHAR” Revista poética – N.* 91

Hace unos días Jose Luis Rubio Zarzuela me envió una invitación para colaborar en el número 91 de la revista poética “Azahar”.

La orden: enviar un poema de tema libre con una extensión máxima de 30 versos.

No me lo pensé y acepté de inmediato.

Aquí os dejo las imágenes para que podáis ver los nombres de los colaboradores y mi poema.

La revista podréis verla en breves. Actualizaré la entrada cuando se haga visible.

Abrazos y gracias

Recopilación de los MEJORES blogs para {Lectores} de 2017

Muchísimas gracias a https://eneljardiningles.wordpress.com y a toda la comunidad blogger (todos compañeros y amigos de las letras, la imaginación y la creatividad) por incluirme en la “Recopilación de los MEJORES blogs para {Lectores} de 2017”.
Es todo un honor. ¡Felicidades a los elegidos!
Abrazos todos

En el Jardín Inglés

Sí, ya están aquí los resultados de las votaciones. Y también sé que los prometí para el 3 de marzo, pero ese es el problema de los optimistas: siempre pensamos que podemos hacer más cosas con el tiempo del que disponemos… y no.

Así que gracias a ti por tus votos y gracias por la {im}paciente espera.

Han sido unas votaciones atípicas, porque cada uno ha propuesto sus blogs favoritos y ‘no-repetidos’, por lo que ha quedado una lista muy curiosa y variada.

Como siempre, el mejor premio es tu lectura. Te invito a salir de tu zona de confort, dar un paseo por estos blogs y descubrir nuevos espacios.

¿Crees que falta algún blog por incluir en esta lista?

Ver la entrada original 130 palabras más

Amara

Dibujo: Nessa G.

– Amara…, ¿qué te pasa…?

– …

– Últimamente, te noto ausente. Te quedas mirando al infinito, como ahora, y siento que desaparezco de tu mundo.

Mírame, te lo ruego. Me tienes muy preocupado. Hace días que sólo le sonríes al horizonte y tus ojos sólo miran serenos al cielo.

Tengo miedo.

– …

– No quiero presionarte… No quiero que hagas nada que no quieras hacer.

Sólo háblame, por favor…

Amara giró lentamente su cabeza hacia él. Le miró fijamente. Sus ojos eran todavía más verdes de lo que él recordaba. Destellos azules parecían asomar cuando el sol reflejaba de lleno su luz en ellos. Separó lentamente sus labios, más rojos que nunca, dejando escapar el aire que parecía contenido en ella desde hacía años, y habló:

– Sólo sueño.

Paralizado, como si fuera la primera vez que la veía, asintió y le impulsó a que continuara.

– Sólo sueño despierta. Sueño con nosotros dos, con lo que pudimos haber hecho juntos.

Las promesas de miles de aventuras que correríamos las hago realidad en mi pensamiento porque el tiempo las ha ahogado, y nosotros también…

Amara no apartaba la mirada de él. Empezaron a asomar lágrimas en sus ojos. Se había callado muchas cosas. Cosas que pensó que a él no le interesarían y que, por otra parte, no le interesaban.

La culpa, si es que existe, es de los dos. No supimos aprovechar lo que teníamos. Nos dedicamos a dejar pasar los días y a empezar con “quizá mañana”, pero ese mañana nos consumía en cada presente. Ahora ya pasó…

– …A-ma-ra…, yo…

– No digas nada, por favor. No hace falta,en serio.

Amara giró de nuevo su cabeza hacia el horizonte, que hacía más verdes sus ojos y más azules sus días, y respiró profundamente.

Por fin, después de tanto y nada, se sintió libre.

M. L. F.

Perdido entre espacios

Aquí os dejo el link que os llevará a Imagen encontró poemas, del blog “La Poesía No Muerde”, para que podáis ver dos grandes poemas que esta imagen encontró: uno de Jacobo Ocaña y el otro de Luces y Sombras, O. R.

El mío os lo dejo en esta entrada, después de la imagen.

Gracias, Hèléne Laurent.

Hélène Laurent, Imagen sacada de

Hélène Laurent, Imagen sacada de “En la cola” Disponible gratuitamente en ISSUU https://issuu.com/lapoesianomuerde/docs/en_la_cola_issuu_pdf

PERDIDO ENTRE ESPACIOS

¿Dónde están vuestras manos,

aquellas que me tocaban?

¿Dónde mi cuerpo,

modelado a vuestra imagen

y semejanza?

¿Dónde está la realidad

de mis articulaciones?

¿El material que me hacía

ser?

Ahora me movéis con ratones.

Me astilláis con teclas

y traslados.

Vago entre unos y ceros.

Soy ellos.

Me confunden vuestras mentes.

El 3D en vuestros ojos,

hechos software.

¿Dónde estáis vosotros?

Os habéis olvidado de este trozo de materia.

Os habéis olvidado de la esencia,

de la magia,

de este trozo de madera.

Marina López (A Coruña)

https://enelhuecodelaescalera.wordpress.com/

M. L. F.

Revista “Madera”, Berlín

Si queréis leerme en la revista “Madera Uno”, nacida en Berlín gracias a uno de los mejores escritores que encontré en este mundo literario, podéis acceder a este enlace que os lleva directos a mi página en Facebook donde aparece la publicación de cómo podéis conseguirla. De paso si queréis quedaros en ella, le dáis a me gusta y ya está.

Podéis adquirirla hasta el 2 de febrero. ¡Daos prisa!

“Madera Dos” ya está recién hecha. Así que ya podéis comprarla si queréis.

P.D.: Gastos de envío gratis

Gracias a todos de antebrazo

M. L. F.

Antología “Poetas nocturnos III”

Ya la tengo en mis manos.

Si no sabéis a qué me refiero, dirigíos a esta entrada.

Cuando dije que os iba a resultar “inmensamente” familiar me refería a que estos ocho versos que veis en la fotografía con título incluído forman parte de mi poema “Inmensidades finitas”, que consta de XXIII estrofas de cuatro versos cada una.

Decidí enviar los ocho -queridos- al “Concurso Desafíos Literarios”. El tema era la noche.

El poema fue seleccionado y ahora forma parte de esta antología (a mayores).

Espero os guste, aunque ya hayáis leído los versos anteriormente.

Perdonad la calidad de la imagen…

M. L. F.

Toma y daca por el hueco de la escalera

Aquí os dejo el enlace de la compilación de nuestra lucha de versos realizada por mi colega vecino JM VANJAV en la entrada Escalones IV.

Todo empezó por mi entrada. Su respuesta fue en verso y, en lugar de dejarlo pasar con unas risas, me lancé a responderle. Así, espontáneamente, surgió este “Toma y daca por el hueco de la escalera”.

Yo me lo pasé genial. Creo que él también, pese a que le metí un buen repaso jejeje

Espero que disfrutéis leyéndonos.

*Los versos en negrita y cursiva son míos; los otros, suyos.*

Gracias vecino listillo del rellano cero.

No sabía si bajar
o subir.
Descansé…,
y me caí.

No sabía si iba o venía
al final me choque
con el espejo
que enfrente tenía.

Era yo y no me reconocí
de ahí la leche que me comí.

Yo más bruto soy
y en vez de leche
Santa Hostia
la que me doy.

Tú más bruto serás
pero yo peor hablada, verás
Fue que me tropecé con un puto escalón
Jodida escalera
Me partí el melón.

Tú serás mal hablada
y yo, peor encarado,
que del hostión,
chato me he quedado.

Yo me he quedao en silla de ruedas
de la hostia en la escalera.
Juraría que iba subiendo
y to’l escalerón me acabé comiendo.

Me parece que la silla
es un cuento de la nena
para darme la puntilla
al sentir yo de ella pena.

Ya me gustaría que así fuera
Hasta arriba de la maldita escalera
Yo me voy en ascensor
No me toque los….,usted señor.

En ese caso retiro lo comentado
tu tragedia me deja anonadado
maldita escalera, maldito peldaño
que en una silla te ha postrado.

Ahora me sales con esas
Y yo con las patas tiesas
Anda vete por la escalera
A ver si te partes la sesera.

Si yo me rompo la sesera
no sabes la que te espera.
Que mi silla será motorizada
y la tuya solo es empujada.

Cuidado que no te la truque
Y te caigas por el agujero
Que te crees muy listillo tú
vecino del rellano cero.

Si piensas que me has ganado
no sabes con quien te has topado.
Por las buenas igual me empatas
pero a las malas saldrás por patas.

Por patas no puedo salir
Que parezco un conejo muerto
De mí no te vas a reír
Te voy a dejar un ojo tuerto.

Yo me borro de amigo
que tuerto me quieres.
Si tan mal te caigo
buena gente no eres.

Mal dices en llamarte amigo
No me seas tan creído
Si quieres baja las escaleras
y vete por donde has venido.

Tu consejo, mala amiga, seguiré.
Aquí no soy bien recibido y me iré.
De menos, se, que no me echarás
porque muchos amigos tendrás
pero, mis replicas, ya no las verás.

La verdad me estaba haciendo la dura
Con el hostión perdí la cordura
No se vaya por favor
Le pido mil disculpas y un perdón.

Yo no soy rencoroso
ni voy de orgulloso
dolido si me he sentido
por mal el trato recibido.
Da, todas mis replicas, por cerradas
que tus disculpas han sido aceptadas.

Me alegra saberte amigo
Sigue aquí en esta escalera conmigo
A veces se me calienta el teclado
Espero no haberte hecho daño.

Pues vale, por mi, todo arreglado
el enfado de ayer queda zanjado.
Eso sí, cuidate de esa puta escalera
que mira si no la que nos espera.
Hasta la vista vecina, con esta replica
se termina esta historia tan patética.

Voy a arreglar el jodido escalón
Cuando me quiten el remendón
Fue un placer haberte conocido
Te espero en el nuevo escalón
Esto aún no terminó.

Antes que la gente se te marche de aquí.
Mejor, tu y yo, dejamos esta retahíla así.
porque al final, con tanta palabrería,
hasta el más pintado se te aburriria.

Cada uno es bien libre de actuar como quisiere
Pero es hora de marcharse, buen amigo,
no nos claven alfileres.